Arquivo de março de 2009

Conversando com Silvio Torres

terça-feira, 31 de março de 2009

Dando continuidade à série FALANDO DE POLÍTICA, a agregadora conversa com o Deputado Federal Silvio Torres, Presidente da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, uma das principais lideranças do PSDB.

Espero que gostem!

Para saber mais e acompanhar o trabalho do Deputado Federal SILVIO TORRES, acesse:

http://www.silviotorres.com.br/

Homenagem ao Rabino Henry Sobel

terça-feira, 31 de março de 2009

Aconteceu na noite de ontem, segunda, 30 de Março, um belo evento organizado pela comunidade judaica, amigos e admiradores, para homenagear o Rabino Henry Sobel, pelos 35 anos dedicados à comunidade e às causas das liberdades democráticas, pela paz e defesa dos direitos humanos e por sua decisiva participação e prática do ecumenismo como instrumento do diálogo inter-religioso.

O evento realizou-se na deslumbrante Sala São Paulo, com um coquetel, seguido por discursos e homenagens, uma apresentação especial da Sinfônica de Heliópolis e da cantora Zizi Possi. A apresentação do evento ficou por conta do ator Dan Stulbach.

Como não poderia deixar de ser, estive presente para dar meu abraço ao Rabino Sobel, na condição de um brasileiro, cristão, que reconhece e admira sua trajetória, marcada pela idéia, que tanto prezo, de servir ao bem comum. Em sua fala de agradecimento, Sobel deixou uma mensagem universalista, de união entre os povos, afirmando que somos todos, em nossas diferenças, os lados de uma mesma moeda, e que o que há de mais divino é a própria humanidade.

Estiveram presentes empresários, autoridades, políticos e lideranças religiosas, como o Cardeal Arcebispo Metropolitano de São Paulo, Dom Odilo Scherer, o Governador José Serra, o Secretário de Desenvolvimento Geraldo Alckmin, o Ministro da Defesa Nelson Jobim, os ex-ministros Celso Lafer e José Gregori, o vice-governador Alberto Goldman, o prefeito Gilberto Kassab e os deputados Vanderlei Macris, Bruno Covas e Walter Feldman, entre outros.

Ficam os cumprimentos aos colaboradores Belina e Jacks Rabinovich, avós de minhas queridas amigas Leilane e Marjorie, e a todos os membros da Comissão Organizadora do evento. Parabéns também à companheira tucana Délia Guelman, que, com muito entusiasmo e dedicação, divulgou a homenagem via internet.

Veja algumas fotos:

markus-elman1

Assista também ao discurso do Governador Serra:

Diminui aprovação ao governo Lula

segunda-feira, 30 de março de 2009

A avaliação positiva do governo Lula caiu de 72,5% para 62,4% desde janeiro deste ano, de acordo com pesquisa divulgada hoje (30) pela CNT/Sensus. Já as avaliações regular e negativa aumentaram percentualmente, de 21,7% para 29,1% e de 5% para 7,6%, respectivamente. Este é o pior resultado alcançado pelo governo petista desde setembro do ano passado.

Avaliação do governo

A avaliação pessoal do presidente Lula também caiu de 84% em janeiro para 76,2% em março. A marca de janeiro foi a melhor avaliação histórica da pesquisa. O número de entrevistados que avaliam negativamente o presidente também subiu de 12,2% para 19,9%. Outros 4% não responderam à pergunta.

O desemprego, que aumentou nos últimos meses, refletiu nos resultados da pesquisa. Para 54,5% dos entrevistados, piorou a situação do emprego no Brasil nos últimos seis meses.

Apesar de não ter sido discriminada na pesquisa entregue aos jornalistas, Ricardo Guedes, diretor da CNT/Sensus, comentou que a queda na aprovação do presidente Lula se deu entre as pessoas jovens e da região Sudeste.

Na última pesquisa, referente a janeiro deste ano, o governo Lula havia alcançado a maior avaliação positiva já registrada pela CNT/Sensus, desde que a série foi implementada. Segundo o levantamento, o governo petista recebeu avaliação positiva de 72,5% dos entrevistados, contra 5% de avaliação negativa. Entre os entrevistados, 21,7% avaliaram o governo Lula como regular.

Desempenho de Lula

A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 23 e 27 de março, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos.

Queda confirmada

A pesquisa confirma tendência de queda na aprovação do governo com a crise econômica, apontada na semana retrasada por levantamentos do Datafolha e do CNI/Ibope. As duas pesquisas apontaram a queda da aprovação pela primeira vez em quase dois anos.

De acordo com o Datafolha, a taxa de aprovação do governo Lula caiu de 70%, em novembro do ano passado, para 65%. Até então, a aprovação seguia uma trajetória ascendente: 48% em março de 2007, 50% em novembro daquele ano, 55% em março de 2008, 64% em setembro daquele ano, até chegar a 70% em novembro de 2008, patamar que nenhum outro presidente brasileiro havia alcançado desde a redemocratização do país.

A queda apontada pelo CNI/Ibope foi ligeiramente maior, de 73% que avaliaram o governo como ótimo ou bom em dezembro de 2008 contra 64% que tiveram essa avaliação em março deste ano. A popularidade do presidente Lula também caiu de 84% em dezembro para 78% neste último levantamento.

Serra lidera a disputa pelo Planalto

segunda-feira, 30 de março de 2009

Pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta segunda-feira mostra o crescimento da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) na corrida pela sucessão presidencial. Pela primeira vez desde que ela foi apontada como pré-candidata, o nome de Dilma aparece na frente do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), na pesquisa espontânea –em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos eleitores.

Dilma aparece em terceiro lugar com 3,6% das intenções de voto na pesquisa espontânea, seguida por Aécio, que somou 2,9% dos votos. Apesar do crescimento de Dilma, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), mantém a liderança na corrida pelo Palácio do Planalto –perdendo apenas na pesquisa espontânea para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não pode disputar o terceiro mandato.

Lula aparece em primeiro lugar na espontânea, com o apoio de 16% dos entrevistados. Em segundo lugar aparece o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), com 8,8% das intenções de voto. O deputado Ciro Gomes (PSB-CE) aparece em quinto lugar na pesquisa espontânea, com 1,5% das intenções de votos, seguido pela ex-senadora Heloísa Helena (PSOL), que teve o apoio de 1,4% dos eleitores. Os demais candidatos somam 1,7% dos votos, além de 7% dos eleitores que votariam em branco ou nulo.

Na disputa direta entre Dilma, Serra e Heloísa Helena, o governador de São Paulo venceria a disputa com 45,7% dos votos. O índice cresceu três pontos percentuais em relação à pesquisa divulgada em janeiro, quando Serra somou 42,8% dos votos. Dilma recebeu 16,3% das intenções de voto, contra 13,5% registrados pela petista em janeiro. Heloísa Helena, por sua vez, recebeu 11% das intenções de voto contra 11,2% em janeiro.

Já na disputa entre Dilma, Aécio e Heloísa Helena, há empate técnico entre a ministra e o governador de Minas. Aécio somou 22% das intenções de voto em março contra 19,9% recebidos pela ministra. Heloísa Helena aparece em terceiro lugar com 17,4% das intenções de voto. Em janeiro, Aécio apareceu mais à frente de Dilma com 23,3% dos votos, contra 16,4% da petista.

“A gente vai notando que a Dilma vai ganhando espaço sobre o Aécio. A pesquisa mostra que a população está com maior percepção das eleições do que em pesquisas anteriores”, disse o diretor do instituto Sensus, Ricardo Guedes.

Quando Dilma é substituída por Ciro Gomes na disputa com Serra e Heloísa Helena, o governador de SP ganha com 43,1% das intenções de voto. Ciro recebeu em março 14,9%, contra 12,8% de Heloísa Helena.

Já na substituição de Serra por Aécio, o tucano registra empate técnico com Ciro. O governador de Minas recebeu 21,2% dos votos, contra 19,2% do deputado. Heloísa Helena também aparece tecnicamente empatada com os dois candidatos, com 19% dos votos.

Segundo turno

Nas simulações de disputas em segundo turno, Serra sai vencedor em todos os cenários, mas quando é substituído por Aécio, o governador de Minas registra empate técnico com a ministra Dilma.

Na disputa direta entre Serra e Dilma, o tucano recebeu em março deste ano 53,5% dos votos, contra 21,3% para Dilma. Em janeiro, Serra recebeu 50,8% contra 16,6% de Dilma.

Na disputa Dilma x Aécio, há empate técnico, com 29,1% dos votos para a petista e 28,3% para o governador de Minas.
Em janeiro, a vantagem de Aécio sobre Dilma era maior, quando o governador conquistou 30,4% das intenções de voto, contra 23,9% para Dilma.

No cenário de disputa em segundo turno entre Serra e Ciro, o tucano venceria a disputa com 49,9% dos votos, contra 20,3% recebidos pelo deputado.

Já na disputa entre Aécio e Ciro, o deputado venceria a disputa com 31,2% dos votos, contra 26,8% do governador de Minas.
A pesquisa CNT/Sensus foi realizada entre os dias 23 e 27 de março, em 136 municípios de 24 Estados. Foram ouvidas 2.000 pessoas, e a margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou menos. A matéria é da Folha Online, assinada por Gabriela Guerreiro.

Plano Real: O Brasil antes e depois.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Recebi este excelente quadro comparativo, por e-mail, de um companheiro tucano, o Igor Kazakos. Deixa-nos felizes e orgulhosos saber que a estabilidade econômica brasileira é resultado de uma política iniciada pelo Governo do PSDB. Deixa-nos tristes, contudo, saber que o reconhecimento e o mérito, não raro, nos são roubados pelo atual governo. No bom português, nós plantamos a semente, o povo colhe – ou deveria colher – os frutos e no final das contas quem leva a fama é o Lula… Mas tudo bem, a história é a mestra da vida e um dia a justiça há de ser feita.

Clique aqui para aumentar a imagem:

Oposição sim, mas com responsabilidade!

domingo, 29 de março de 2009

Matéria publicada neste Domingo, 29 de Março, no jornal O Estado de São Paulo, tratou acerca do aprofundamento das relações do governo paulista com o Planalto, representados pelo governador José Serra (PSDB) e a Ministra da Casa Civil Dilma Roussef (PT), principais pré-candidatos à Presidência da República em 2010.

Ocorre que, além do relacionamento amistoso entre ambos, bastantes e expressivas têm sido as parcerias administrativas entre as esferas estadual e federal de governo, citando, por exemplo, a execução do trecho sul do Rodoanel, conjunto de vias que vai circundar a capital paulista e ajudar a reduzir o tráfego urbano de caminhões, um investimento da ordem de R$ 4 bilhões, dos quais R$ 1,2 virão da União, por meio de repasses trimestrais de R$ 75 milhões, muito bem-vindos, como comentou o próprio Secretário de Transportes do Estado, Mauro Arce.

A matéria, assinada por Julia Duallibi e Silvia Amorin, elenca, ainda, outras áreas que comprovam essa cooperação, dentre as quais o pacote de habitação paulista que tem servido de modelo para o Planalto (ainda que, em minha opinião, este cometa grandes distorções focando em um uso visivelmente eleitoreiro), o programa de saneamento, liderado por São Paulo, o acordo Nossa Caixa - BB, empréstimos externos para a ampliação do metrô de São Paulo, facilitado pelo Ministério do Planejamento, a autorização do governo federal para a ampliação do limite de endividamento do Estado em R$ 6,7 bilhões e a ajuda dada pelo governo paulista para a implementação das mudanças na Lei 8.666/93 a fim de inverter fases da concorrência nas licitações e agilizar a contratação.

Aliado do PSDB, o DEM, por meio principalmente de seu presidente nacional, Deputado Rodrigo Maia (RJ), tem questionado a posição do governador Serra em relação ao governo Lula, defendendo a tese de que é preciso ampliar os “discursos políticos dos atores da oposição”.

Concordo, entrementes, com a posição do Líder do PSDB na Câmara, Deputado Federal José Aníbal (SP) que afirma que “os governadores são lideranças políticas, mas, acima de tudo, são governadores” e que devem “ter relações institucionais com o governo”. José Aníbal pondera, ainda, que “o exercício da liderança política não pode prevalecer”. Outro que, muito sabiamente visualizou a questão foi o presidente do PPS, Roberto Freire, ao defender a necessidade de uma ação conjunta de todas as forças políticas em razão da crise mundial. Pensamento já manifestado por Geraldo Alckmin em entrevista exclusiva ao nosso BLOG.

Por fim, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, conclui dizendo que, de fato, o PSDB deveria ser mais frontal  na crítica ao governo Lula, mas que esse papel não cabe aos governadores - que devem governar, como diz Serra - mas sim a outros quadros do partido, por meio de seus parlamentares.

E  é isso o que penso: devemos fazer oposição sim – E MUITA! - mas com responsabilidade, priorizando, como tem feito o governador José Serra, trabalhar, assegurando emprego e renda, e ajudando a combater, desse modo, os efeitos da crise na vida dos paulistas e de todos os brasileiros.

Paulo Renato vai assumir a Secretaria de Educação de SP

sábado, 28 de março de 2009

“Vim para reforçar o time da Educação de São Paulo, que continuará sendo o mesmo.”

A afirmação é do deputado Paulo Renato, que aceitou o convite do governador José Serra para ser o novo Secretário da Educação do Estado, em função do afastamento da secretária Maria Helena Guimarães por motivos estritamente pessoais. Paulo Renato tomará posse no dia 15 de abril e fez questão de destacar o acerto da política educacional adotada pela Secretária Maria Helena, “que inovou e foi uma desbravadora”.

Os dois trabalharam juntos por oito anos, no Ministério da Educação, e têm os mesmos pontos de vista sobre a Educação. E vão continuar juntos porque Maria Helena Guimarães continuará prestando serviços ao Estado ao País, como Assessora Especial da Secretaria da Educação. Sob o comando do deputado Paulo Renato, haverá continuidade da orientação imprimida por Maria Helena.

Em nota oficial, José Serra fez questão de destacar os avanços obtidos na gestão de Maria Helena, cujo trabalho à frente da Secretária considerou como revolucionário. Eis a nota oficial do governador:

“O trabalho da Maria Helena e seu time à frente da Secretaria da Educação em São Paulo é excepcional. Promoveram mudanças que, a médio e longo prazos, representam uma verdadeira revolução na Educação estadual. Basta citar o programa Ler e Escrever, o sistema de metas por escola, os bônus de incentivo aos profissionais da Educação ligados a resultados, os programas de formação de professores e de recuperação de alunos defasados.

“Maria Helena é uma das maiores especialistas do Brasil na construção de indicadores de educação. Sua colaboração para a reformulação do SARESP, a criação e implantação do IDESP e da política de bônus por merecimento foi fundamental. Sua gestão, voltada à valorização do professor e à melhora do aprendizado na sala de aula, terá pleno seguimento com o novo secretário. Paulo Renato foi durante oito anos ministro da Educação, quando criou o FUNDEF, os exames nacionais de avaliação, e comandou um imenso programa de inclusão de crianças e jovens nas escolas.

“Maria Helena dedicou-se de forma integral ao um trabalho, que, sem dúvida, está entre os mais absorventes e exigentes da administração estadual em termos de esforço pessoal. São Paulo e o governo devem muito a ela que, por sorte, continuará colaborando de perto com a Educação estadual, prestando assessoria especial ao novo secretário.”

O deputado Paulo Renato concorda integralmente com a avaliação feita pelo governador José Serra sobre Maria Helena, que foi Secretária Executiva do Ministério da Educação quando o parlamentar foi o Ministro da Educação do governo de Fernando Henrique.

Ligação seca entre Santos e Guarujá

sexta-feira, 27 de março de 2009

Santos - Com a expectativa de ser concluído até 15 de abril, o estudo que avalia a melhor opção de projeto e localização de uma ligação seca entre Santos e Guarujá, em substituição ao sistema de balsas, está considerando a construção de uma ponte estaiada além de um túnel submarino. A informação foi divulgada pelo deputado estadual Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), presidente da Frente Parlamentar para uma nova interligação entre Santos e Guarujá, após reuniões com o Secretário dos Transportes, Mauro Arce, e com o presidente da Dersa, Délson José Amador.

De gov_joseserra_20071acordo com o deputado, a decisão política de se construir uma ligação por terra entre os dois municípios já foi tomada e o que será discutido agora atende ao critério técnico. Em janeiro, o governador José Serra anunciou que a construção do túnel começaria ainda esse ano. Depois disso, o Governo contratou a Companhia Paulista de Desenvolvimento (CPD) para realizar um estudo viabilidade técnica e econômica.

“O governo encomendou estudo técnico profundo, bastante amplo e abrangente para fazer a escolha mais adequada. Dentro dessa ótica, surgiu a possibilidade da ponte estaiada, que é uma solução já existente em alguns lugares do mundo, mas a frente parlamentar não vai defender ou criticar nenhum tipo de proposta sem antes ter o estudo técnico nas mãos”, afirmou o deputado.

Barbosa explica que o motivo de a proposta da ponte ter voltado à discussão é um entrave encontrado na engenharia das desembocaduras do possível túnel, sendo que as pontes estaiadas são utilizadas quando há necessidade de grandes vãos, como o requerido para a passagem dos navios. Além disso, um túnel precisaria estar a mais de 20 metros de profundidade no canal do Estuário para fugir do calado necessário para o tráfego dos navios. A sugestão inicial era de 20 metros, entretanto a Companhia Docas do Estado de São Paulo (Codesp) teria pedido à Dersa uma profundidade maior. Já quanto à altura da ponte, o diretor presidente da Codesp, José Correia Serra, se limita a dizer que será determinada pelo estudo.

Para a prefeita do Guarujá, Maria Antonieta de Brito (PMDB), é precoce afirmar que uma ponte seria melhor que um túnel antes de analisar o estudo e os impactos de ambas as soluções. “Mas eu entendo que a ponte tem um apelo maior, é considerada turística e traz outros benefícios por ser arquitetonicamente mais bonita”.

O prefeito de Santos, João Paulo Tavares Papa (PMDB), concorda. Ele afirma que neste momento a questão está relacionada à solução, à localização, aos acessos e à compatibilização do projeto com as áreas urbanas das duas cidades. “Mas entre ponte e túnel eu sempre fui muito favorável à ponte por questões ambientais e de ganho urbanístico. Uma ponte é sempre um marco, é sempre um cartão postal, uma marca forte das cidades portuárias, que têm travessias importantes, as pontes são referenciais”, completou Papa.

O fato é que caso o Governo opte pela ponte, o local da ligação seca atenderia ao desejo dos prefeitos de Santos e Guarujá, pois a construção de uma ponte seria mais viável pelo Centro de Santos que pela Ponta da Praia, onde fica a travessia por balsas. Já o túnel, segundo técnicos, pode ser construído nas duas localizações.

“A ideia da ponte seria entre a avenida Mario Covas (antiga Portuária), em Santos, até aquela área próxima à Prefeitura do Guarujá, no caminho de quem vai para Vicente de Carvalho”, afirmou o deputado Barbosa. Segundo ele, assim que o estudo ficar pronto, será discutido com os prefeitos das duas cidades e com a Frente Parlamentar. “Pretendemos fazer mais duas audiências públicas em Santos e Guarujá para debater o projeto, mas é o governador quem vai dar o aval”, completou.

PSDB promove curso de Formação Política

sexta-feira, 27 de março de 2009

A sede do Diretório Estadual do PSDB-SP foi palco nesta última quinta-feira (19/03) de um grande encontro entre o Presidente do Instituto Teotônio Vilela (ITV), Deputado Federal Renato Amary, o Tesoureiro do Diretório Municipal do PSDB-SP, Clodoaldo Pelissioni e os representantes da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (FESPSP), Diretor Waltercio Zanvettor e Professor e Doutor, Rogério Baptistini Mendes.

Na oportunidade, firmou-se uma parceria entre as três instituições para anunciar o curso de formação política direcionado aos tucanos da capital. “Esta sempre foi uma reivindicação dos nossos militantes, principalmente dos segmentos organizados dentro do partido”, diz Pelissioni.

O Presidente do ITV, Renato Amary, fez questão de enaltecer a importância do Diretório Municipal para viabilizar o programa. “Esta relação estreita é fundamental para estarmos comprometidos com a social democracia e formamos os futuros políticos. É muito importante salientar que as inscrições são gratuitas, possibilitando o acesso para todos”.

Todo o conteúdo será organizado pela FESPSP, instituição respeitada em todo o Brasil através dos seus 75 anos de tradição, por onde já passaram grandes nomes como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o Deputado Federal Arnaldo Madeira.

O curso de formação começará na 2º quinzena de maio, com duração total de 32 horas/aula e terá como eixo a discussão sobre o “estado e a política no Brasil”. A carga horária e o conteúdo programático estarão divididos entre três disciplinas: Sociologia, Ciência Política e Economia, que serão organizadas quanto ao estudo da formação social brasileira, as relações entre estado e desenvolvimento econômico e social, e globalização e estado-nação.

Apoiado em bibliografia especializada, o curso será ministrado na forma de aulas expositivas, tendo como objetivo proporcionar ao aluno e militante uma reflexão sobre a singularidade histórico-social brasileira e seu impacto sobre a formação do estado e a dinâmica política.

Os professores fazem parte do quadro de docentes e pesquisadores da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. A coordenação acadêmica é do professor Rogério Baptistini Mendes, Doutor em Sociologia e pesquisador na área do pensamento político e social brasileiro.

“Este curso será uma extensão universitária e, portanto os alunos receberão um certificado validado pelo Ministério da Educação (MEC)”, explica Baptistini.

Inscrições:

1 - Inscrições com a PENHA ou PAULA através do telefone (11) 3105-5595 ou pelo email - secretariageral@tucano-sp.org.br.

2 - O curso será ministrado a partir da 2ª quinzena de Maio.

3 - O filiado deverá optar entre os seguintes horários: segundas e quartas das 19h30 às 22h30, terças e quintas das 19h30 às 22h30 ou aos sábados, das 9h às 16h (todos os dias terão intervalos de 1h para almoço).

4 - O curso será ministrado na sede da FESPSP, na Rua General Jardim, 522 - Centro. Poderá haver outras turmas nas demais regiões da cidade em razão da demanda.

5 - Todos os interessados deverão enviar um currículo apenas para que os professores conheçam o perfil dos alunos. Vale lembrar que o mesmo não será usado como critério para encolha dos participantes.

Sobre o [des]governo Lula

sexta-feira, 27 de março de 2009

“Minha frustração é não ter feito mais do que fiz”. A frase foi dita pelo próprio Presidente, em entrevista ao jornal O Estado de São Paulo. Se pretendia denotar modéstia, falhou, só pôde presunção. Ainda assim, e infelizmente, sou obrigado a concordar. 58 milhões de votos reelegeram Lula em 2006 e, a despeito dos inúmeros escândalos e crises de gestão, sua popularidade segue inabalada, com índices absurdos de aprovação ao governo.

Com ampla base de apoio no Congresso e desfrutando por anos de uma economia internacional que ia de vento em popa - bons tempos! - Lula  possuía a conjuntura dos sonhos de qualquer governante. E o que fez de importante, de duradouro? Nada.

Lula é um símbolo da ascensão de classes, e tem seus méritos, não se pode negar. Mas lhe foram depositadas tantas esperanças, lhe foram dadas tantas e tão boas oportunidades, cenários tão otimistas e favoráveis, que, realmente, a análise do que foi feito, do que poderia ter sido feito e do que se deixou de fazer, culmina, invariavelmente, em frustração. E frustração é pouco.

Ao contrário do que Lula e seus partidários adoram repetir, fazendo às vezes de perseguidos, ninguém está torcendo contra o país, muito pelo contrário. Justamente por querermos todos um Brasil melhor, é que não podemos conssentir com aquilo que é erro e nos calar. Daí o absurdo da intolerância do Presidente em relação às vaias. Absurdo perigoso, gesto aparentemente trivial, mas que muito revela. Unanimidade não existe, ao menos não em uma democracia, onde a liberdade de expressão e a possibilidade de discordância são alguns dos fundamentos mais elementares e garantias mais belas. O Presidente não pode esquecer disso. Se bem que vai ver ele nunca soube, afinal, ele nunca sabe de nada mesmo…

Mas nós estamos cansados de saber, sobre mensalão, formação de quadrilha, corrupção ativa e passiva, improbidade administrativa, peculato, tipos penais e acusações aceitos pelo Supremo Tribunal Federal contra ex-ministros, colegas de partido, homens fortes do governo e colaboradores do mais íntimo círculo de amizades do Presidente da República;

Estamos cansados de saber de aliados políticos que quebram o decoro parlamentar usando lobistas para pagar despesas pessoais, como pensão alimentícia de filhos extraconjugais, por exemplo, e recebem o apoio velado do Planalto;

Estamos cansados de saber de filas e atrasos nos aeroportos, de aviões derrapando, cruzando avenidas no horário de rush e matando centenas de pessoas, enquanto controladores fazem operação padrão e diretores de agências reguladoras, que sequer são indicados por capacidade técnica, jogam a responsabilidade um para o outro, em meio a festas, condecorações militares e baforadas de charuto!

Estamos cansados de saber de dinheiro mal gasto, de falta de investimentos em infra-estrutura; de balas perdidas, chacinas e tráfico de drogas (e se já não bastassem os nossos, somos agora refúgio de traficantes estrangeiros); de hospitais precários onde os pacientes morrem à espera, e quão longa espera, de cirurgias; do nível baixíssimo da qualidade da Educação Pública que vitima as chances de sucesso dos nossos jovens. E estamos cansados de saber de muito mais.

Há, porém, aquilo que ainda hoje não sabemos, questões meio sinistras sobre dossiês contra adversários e prefeitos assassinados no ABCD paulista…

Estamos cansados da fajutice do PAC e da campanha antecipada e descarada da guerrilheira-ministra;

Estamos cansados da ressureição de Sarneys e Collors;

E estamos cansados de muito mais!

E depois nós é que somos acusados, de querer sabotar o Lula, de querer impedir que ele “governe para os pobres”. Isso é demagogia barata, ele diz que o Brasil nunca foi tão “justo”, mas os ricos estão cada vez mais ricos e os pobres, de fato estão menos pobres? Tirem o Bolsa Família e vamos ver se a política social e econômica do Lula realmente fez com que as pessoas abaixo da linha da pobreza melhorassem de vida. Assistencialismo sim, artifício ilusionista para enganar aqueles que mais precisam. Mas o que acontece quando a população de baixa renda superar suas necessidades imediatas? Vão querer mais. E esse modelo dará conta? Definitivamente, não.

Precisamos de democracia representativa, de instituições, Estado de Direito, transparência, valores. Que venha a Reforma Política! O povo não quer esmolas, quer emprego, quer trabalhar. Igualdade de oportunidade, com tudo o que significa a expressão, é o que o Brasil precisa, não só acabar com a fome, mas, muito além, permitir a cada brasileiro chances reais de um futuro melhor.