Coolaboração de Fernando Moreno Machado* para o Blog
O Brasil está atônito com os últimos acontecimentos envolvendo a nossa classe política. Pela primeira vez na história do País, um Governador em pleno exercício foi preso e, o que é mais surpreendente, continua preso, passando para a população a impressão de que finalmente a Justiça começa a ser para todos.
O Jornal A Folha de São Paulo denunciou o que a princípio parece ser o maior escândalo do Governo Lulla. Acusado de ser o chefe do esquema que ficou conhecido como mensalão, o deputado federal cassado, José Dirceu (PT), volta à cena.
Desta vez, ele é suspeito de beneficiar um cliente de sua empresa de consultoria (!?) o que levará a oposição a propor nova CPI contra o governo no Congresso. O empresário Nelson dos Santos, dono da Star Overseas, teria pago pelo menos R$ 620 mil a José Dirceu pelo serviço de consultoria, entre 2007 e 2009.
O negócio é visto com suspeição pelo mercado. Em 2005, Santos comprou por um valor simbólico de R$ 1 a participação na empresa Eletronet (!?) que havia pedido autofalência em 2003 e acumulava uma dívida de R$ 800 milhões. Em valor insuficiente para fazer frente às dívidas, o principal patrimônio da Eletronet é uma malha de cabos de fibra óptica de 16 mil quilômetros, passando por 18 Estados.
É justamente esta malha que interessa ao governo federal, que, reativando a Telebrás, projeta utilizar a estrutura já existente para levar banda larga a localidades carentes de acesso à internet.
O negócio potencialmente rentável para Santos levanta suspeitas de que José Dirceu tenha feito lobby pelos interesses do cliente, passando informações privilegiadas. A oposição, que já propôs a criação de uma CPI, estuda pedir a convocação do ministro das Comunicações, Hélio Costa, para falar sobre o assunto na Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara. Também pretende solicitar informações sobre o caso para a ministra Dillma Rousseff em Comissão de Valores Mobiliários.
Certamente este não é o País que queremos, não é o rumo que temos que tomar. O Programa de Governo Estatizante de Dillma levará ao gigantismo do Estado, contribuindo para facilitar a corrupção de todos os tipos e sem a popularidade do Presidente Lulla, caso eleita, seu Governo será conhecido como a REPÚBLICA DO JOSÉ DIRCEU.
Enfrentar um governo com “supostos” 73% de aprovação indica que a campanha presidencial do PSDB não deverá ser nem de mudança bruscas, nem de continuidade ineficaz. Será uma campanha com propostas concretas, objetivas, fáceis de entender. Que não se perca tempo com as comparações que não agreguem valor, o complexo de autoria, o retrovisor, pois nada mais chato do que discutir o ovo ou a galinha.
As questões, para o eleitor, deverão ser outras, muito mais próximas do dia-a-dia. O que será ampliado na Bolsa Família? Como será recomposto o salário dos aposentados? Como será reduzida a prestação da casa própria? O eleitor não quer saber de onde vem o recurso. Até mesmo porque há recurso sobrando no Brasil e por sinal muito mau aproveitado.
É só dizer que o recurso para tudo isso virá do Pré-Sal. Que virá dos U$ 250 bilhões em caixa. Que virá de uma contribuição maior dos banqueiros e dos endinheirados donos de multinacionais que não colaboraram e continuam não colaborando para a redução da desigualdade no Brasil. Que virá dos bilhões que o BNDES coloca em outros países, em vez de investir no Brasil.
É hora de distribuir a riqueza que o país criou nos últimos 15 anos. Não existe país rico com povo pobre. E não precisa aprofundar muito não. Esta eleição não será de mudança brusca e nem de continuidade. É a eleição do Real. Não, não mais da moeda, mas do que será feito já, apartir de 1 de janeiro de 2011.
Por isso, para vencer, e vencer bem, precisamos qualificar nossa representação no Senado Federal, que nos últimos tempos tomou conta de todas as páginas policias. Deveremos ter então uma campanha para o Senado de nível TUCANO o mais José Aníbal possível. Que deverá dar o tom, o rumo do embate entre a verdade e a mentira tão presente dos PTralhas. Para tanto devemos defender a candidatura do histórico José Aníbal para a vaga do SENADO.
Durante a campanha que teremos pela frente, nosso canditato a presidência não poderá se expor e bater no “presidente sindicalista”, nosso candidato ao Palácio dos Bandeirantes, idem. Mas se engana quem acreditar que os PTralhas não irão jogar sujo.
A candidatura de José Aníbal ao SENADO não apenas nos dá o melhor candidato, como coloca nas mãos do mais COMBATIVO dos TUCANOS a tarefa de rebater os PTralhas como se deve.
Mesmo que tenha que cambater com o que chamo de VERDADES INCONVENIENTES. Se for preciso comprar brigas que ninguém mais compraria e, se julgar que é o caso contra os fascistas de ALMA e esquerdistas de BOLSO do PT, José Aníbal é do tipo que vai até o fim. Sua História e currículo nos dão esta garantia! E para encerrar eu pergunto: “Nas mãos de quais ‘Josés’ você quer ver o nosso país?”
* Fernando Moreno Machado é filiado ao Diretório do PSDB de Pinheiros - SP - Capital.
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